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Suzano e Fundação Banco do Brasil firmam parceria para impulsionar produção de mel em comunidades do Tocantins

Data: 26/09/2022 - por Suzano

Projeto tem como objetivo promover a bioeconomia na região da Amazônia Legal a partir da promoção de cadeias de valor sustentáveis lideradas por pequenos produtores e extrativistas

Suzano e Fundação Banco do Brasil firmam parceria para impulsionar produção de mel em comunidades do Tocantins

A cadeia produtiva de mel da região da Amazônia Legal ganhará força com a assinatura de uma parceria inédita formalizada hoje pela Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, e a Fundação Banco do Brasil, braço social do Banco do Brasil. O projeto visa apoiar a agricultura familiar no estado do Tocantins com a destinação de mais de R$ 1,2 milhão a serem investidos em assistência técnica, materiais e na construção de uma unidade de beneficiamento de mel. Cerca de 800 pessoas devem ser beneficiadas com a iniciativa, que envolverá cinco associações e uma cooperativa da região de Angico (TO).

A parceria compreende o aprimoramento das técnicas de produção de mel, o fortalecimento das associações para ampliar a cadeia produtiva e a melhoria da infraestrutura para agregar valor ao produto e viabilizar sua comercialização com acesso a mercado. O projeto atuará nos municípios de Angico, Santa Terezinha do Tocantins, Riachinho, Nazaré e Darcinópolis, onde há famílias em situação de alta vulnerabilidade social. Apoiá-las, portanto, reforça o compromisso da Suzano de, até 2030, ajudar a tirar 200 mil pessoas da linha de pobreza em suas áreas de atuação. Com a iniciativa, estima-se que a renda média de cada família será ampliada de 60% a 70%, passando de R$ 870 para R$ 1.500 ao mês ao final do segundo ano do projeto.

A região escolhida para a implantação do projeto foi o Bico do Papagaio, extremo norte do estado do Tocantins, área da Amazônia Legal de rica biodiversidade na transição entre os biomas cerrado e amazônico. A maioria das comunidades rurais locais são compostas por agricultores familiares e extrativistas que ainda vivem num contexto desafiador comum de baixa diversidade econômica, entre outras situações que lhes impõem riscos de vulnerabilidade.

Com o projeto, Suzano e Fundação Banco do Brasil esperam ajudar a reverter esse cenário. ‘’A Suzano acredita fortemente no valor compartilhado. Nesse sentido, promover a geração de renda e o desenvolvimento sustentável nas comunidades vizinhas às nossas operações faz parte de nossa condução de negócio. Esse projeto de apicultura fortalecerá as associações com a consequência de uma melhoria das condições de vida das famílias, além da conservação ambiental’’, afirma Cristina Gil, Diretora Executiva de Sustentabilidade e Comunicação da Suzano.

A presidente da Fundação Banco do Brasil, Elis Zilli, destaca que essa parceria é uma importante oportunidade para o desenvolvimento econômico das comunidades que serão impactadas pelo projeto. “Temos certeza de que os resultados que serão alcançados contribuirão com a qualidade de vida desses pequenos produtores, promovendo a inclusão social e geração de trabalho e renda para os agricultores familiares da região de Angico, no Tocantins. Mais uma contribuição da Fundação Banco do Brasil para a transformação da realidade de brasileiros e para o desenvolvimento sustentável do país”.

Suzano e Fundação Banco do Brasil mantêm inúmeras outras ações de apoio à cadeia do mel no Brasil. Iniciativas apoiadas pela Suzano a partir do Programa Colmeias ocorrem nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Maranhão e são responsáveis pela produção de mais de 2 mil toneladas de mel e uma renda superior a R$ 30 milhões por ano. Já a Fundação Banco do Brasil, desde 2006, apoiou mais de 150 projetos voltados à cadeia produtiva da apicultura em 23 estados no país, alcançando mais de 48 mil pessoas e com investimento de mais de R$ 19 milhões.

Além da iniciativa no Tocantins, está em construção outro projeto de parceria que tem como objetivo o fortalecimento da cadeia da mandiocultura no extremo sul da Bahia e norte do Espírito Santo. Previsto para o início de 2023, o projeto prevê, dentre outras atividades, o fortalecimento produtivo, a construção de infraestruturas de beneficiamento e apoio para acesso ao mercado para comunidades de agricultores familiares em situação de vulnerabilidade da região.

Investimento 

A partir do projeto, formalizado hoje e com duração prevista até setembro de 2024, as parceiras disponibilizarão técnicos para auxiliar a comunidade local a aprimorar e aumentar a escala e produção de mel na região. Estima-se que a produtividade média por caixa possa crescer 100%.

Também está previsto o apoio no desenvolvimento institucional das associações e cooperativa envolvidas (Associação Comunitária do Angico – ACAN, Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Mansinha e Região, Associação Apicultores Francisco Eufrásio de Morais, Associação dos Apicultores de Nazaré – TO, Associação dos Agricultores Familiares dos Amigos da Terra e Cooperativa de Assistência Técnica e Comercialização da Produção Agrícola dos Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Tocantins – COOAFETO), com assistência em gestão e organização para o melhor acesso ao mercado. Serão fornecidos também materiais de escritório para o adequado funcionamento das organizações com objetivo de amadurecer a profissionalização da atividade.

A maior parte dos recursos, contudo, será destinada à construção de uma unidade de beneficiamento de mel com 170m2, que contará com os equipamentos e toda a adequação sanitária para viabilizar a comercialização do produto para inúmeros mercados no Brasil e no exterior. As obras terão início após a liberação das licenças para a construção da unidade.