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Encontros discutem avanços e perspectivas da própolis vermelha em Alagoas

Data: 25/01/2023 - por Conexão Notícias

A Indicação Geográfica (IG) própolis vermelha dos manguezais de Alagoas, registrada em 2012 na modalidade “Denominação de Origem” (DO), é muito importante para o estado e para os municípios alagoanos que fazem parte da área de abrangência. Por isso, em 10 de janeiro, a Uniprópolis e o Sebrae Alagoas, em parceria com a Embrapa Alimentos e Territórios e outras instituições, promoveram um seminário para apresentar as pesquisas mais recentes realizadas e discutir as expectativas e tendências de novos mercados.

O evento reuniu em Maceió (AL) produtores, pesquisadores, empresários e técnicos, que ainda discutiram as dificuldades que têm limitado o avanço da IG. Também participaram do seminário presencial integrantes da equipe técnica e da Chefia da Embrapa Alimentos e Territórios, que possui projetos de pesquisa que tratam dessa temática.

Os palestrantes Alan Sartori, do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), Severino de Alencar e Simone de Lira, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), falaram sobre a evolução das pesquisas na identificação e caracterização das substâncias bioativas.

Vinicius Lages, diretor-superintendente do Sebrae Alagoas, destacou como as instituições podem, por meio do conhecimento, do comportamento, da biologia e da capacidade produtiva, contribuir para que substâncias da natureza sejam transformadas em riquezas, como o mel, a própolis e seus derivados, gerando renda e desenvolvimento nos municípios.

“Foi com essa união que o Estado conseguiu obter a primeira IG de um produto derivado da apicultura”, ressaltou. Alagoas tem uma área significativa de manguezais, mesmo com a redução da Mata Atlântica e de outros biomas no Agreste e no Sertão. “E nesse processo, devemos considerar as pessoas: é com a educação e com a aquisição de conhecimento que surgem os pequenos negócios. Diante de uma oportunidade como essa é que vemos alternativas para a geração de renda e emprego, com baixo custo e de maneira capilar, aqui em Alagoas”, disse Lages.

Fazendo a mediação do seminário, o professor Ticiano Gomes do Nascimento, do Instituto de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), lembrou que o estado desenvolve, desde 2005, bioprodutos e patentes da própolis vermelha, o que contribuiu para o processo de IG e avanços científicos, a partir de pesquisas que atestam ainda mais a qualidade da própolis local e suas diversas propriedades.

“A universidade contribui com pesquisas, desenvolvimento de produtos, depósitos e concessão de patentes. Nesses últimos anos, esse trabalho feito na academia contribuiu para deixar mais visível a IG da própolis vermelha de Alagoas. Esse é um dos nossos papéis. Outros pesquisadores do País também fazem pesquisa com a própolis e descobriram substâncias com potencial anticancerígeno, o que agrega valor ao produto”, afirmou.

Um dos pesquisadores citados foi o professor Severino de Alencar, da Esalq/USP, que iniciou uma pesquisa durante o período da pandemia em seu pós-doutorado. O pesquisador e sua equipe identificaram na própolis vermelha de Alagoas, nos últimos anos, substâncias como as isoflavonas e gutiferonas que demonstram a sua capacidade bioativa, ajudando a prevenir e tratar diversas doenças.

Reunião com governo estadual busca estimular políticas que incentivem produção

Na mesma data, membros da Uniprópolis, pesquisadores da Ufal e da USP, o chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios e lideranças políticas participaram de uma audiência no Palácio República dos Palmares com o vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, representando o governador Paulo Dantas. O objetivo foi sensibilizar o governo a apoiar projetos e políticas públicas que fortaleçam a produção de própolis vermelha e o uso do selo de indicação geográfica.

Também participaram desse encontro representantes de diversas instituições públicas e privadas que trabalham no tema da própolis vermelha, como o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Sebrae, Beeva, Colmeia, Zumbi, entre outras, além de secretários estaduais.

Segundo a gerente de Competitividade e Desenvolvimento do Sebrae Alagoas, Renata Fonseca, o seminário e essa audiência com o governador servem para melhorar a produção de própolis, além da criação de novos produtos, garantindo aos produtores mais receita e mercado, a partir do material bruto da própolis ‘in natura’, com diversas aplicações e produtos ligados à saúde, beleza e estética.

“Essa foi uma provocação para que possamos repensar a cadeia produtiva da própolis vermelha de Alagoas, além da retomada do projeto de apoio do governo do estado, mostrando ao governador o que está acontecendo em termos de perspectiva desse setor tão importante e promissor em Alagoas”, afirmou Renata.

O presidente da União dos Produtores de Própolis Vermelha do Estado de Alagoas (Uniprópolis), Mário Agra, ressaltou a relevância do seminário e da aproximação com os parceiros e o governo para fortalecer ainda mais o setor. Para ele, esse é um momento importante para saber como o governo de Alagoas pode apoiar os produtores para que a atuação das empresas e das pessoas que participam da IG seja aprimorada. O grande desafio, na visão de Agra, é resolver as restrições para poder superar os obstáculos e aumentar a produção alagoana.

A Indicação Geográfica (IG) própolis vermelha dos manguezais de Alagoas, registrada em 2012 na modalidade “Denominação de Origem” (DO), é muito importante para o estado e para os municípios alagoanos que fazem parte da área de abrangência. Por isso, em 10 de janeiro, a Uniprópolis e o Sebrae Alagoas, em parceria com a Embrapa Alimentos e Territórios e outras instituições, promoveram um seminário para apresentar as pesquisas mais recentes realizadas e discutir as expectativas e tendências de novos mercados.

O evento reuniu em Maceió (AL) produtores, pesquisadores, empresários e técnicos, que ainda discutiram as dificuldades que têm limitado o avanço da IG. Também participaram do seminário presencial integrantes da equipe técnica e da Chefia da Embrapa Alimentos e Territórios, que possui projetos de pesquisa que tratam dessa temática.

Os palestrantes Alan Sartori, do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), Severino de Alencar e Simone de Lira, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), falaram sobre a evolução das pesquisas na identificação e caracterização das substâncias bioativas.

Vinicius Lages, diretor-superintendente do Sebrae Alagoas, destacou como as instituições podem, por meio do conhecimento, do comportamento, da biologia e da capacidade produtiva, contribuir para que substâncias da natureza sejam transformadas em riquezas, como o mel, a própolis e seus derivados, gerando renda e desenvolvimento nos municípios.

“Foi com essa união que o Estado conseguiu obter a primeira IG de um produto derivado da apicultura”, ressaltou. Alagoas tem uma área significativa de manguezais, mesmo com a redução da Mata Atlântica e de outros biomas no Agreste e no Sertão. “E nesse processo, devemos considerar as pessoas: é com a educação e com a aquisição de conhecimento que surgem os pequenos negócios. Diante de uma oportunidade como essa é que vemos alternativas para a geração de renda e emprego, com baixo custo e de maneira capilar, aqui em Alagoas”, disse Lages.

Fazendo a mediação do seminário, o professor Ticiano Gomes do Nascimento, do Instituto de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), lembrou que o estado desenvolve, desde 2005, bioprodutos e patentes da própolis vermelha, o que contribuiu para o processo de IG e avanços científicos, a partir de pesquisas que atestam ainda mais a qualidade da própolis local e suas diversas propriedades.

“A universidade contribui com pesquisas, desenvolvimento de produtos, depósitos e concessão de patentes. Nesses últimos anos, esse trabalho feito na academia contribuiu para deixar mais visível a IG da própolis vermelha de Alagoas. Esse é um dos nossos papéis. Outros pesquisadores do País também fazem pesquisa com a própolis e descobriram substâncias com potencial anticancerígeno, o que agrega valor ao produto”, afirmou.

Um dos pesquisadores citados foi o professor Severino de Alencar, da Esalq/USP, que iniciou uma pesquisa durante o período da pandemia em seu pós-doutorado. O pesquisador e sua equipe identificaram na própolis vermelha de Alagoas, nos últimos anos, substâncias como as isoflavonas e gutiferonas que demonstram a sua capacidade bioativa, ajudando a prevenir e tratar diversas doenças.

Reunião com governo estadual busca estimular políticas que incentivem produção

Na mesma data, membros da Uniprópolis, pesquisadores da Ufal e da USP, o chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios e lideranças políticas participaram de uma audiência no Palácio República dos Palmares com o vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, representando o governador Paulo Dantas. O objetivo foi sensibilizar o governo a apoiar projetos e políticas públicas que fortaleçam a produção de própolis vermelha e o uso do selo de indicação geográfica.

Também participaram desse encontro representantes de diversas instituições públicas e privadas que trabalham no tema da própolis vermelha, como o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Sebrae, Beeva, Colmeia, Zumbi, entre outras, além de secretários estaduais.

Segundo a gerente de Competitividade e Desenvolvimento do Sebrae Alagoas, Renata Fonseca, o seminário e essa audiência com o governador servem para melhorar a produção de própolis, além da criação de novos produtos, garantindo aos produtores mais receita e mercado, a partir do material bruto da própolis ‘in natura’, com diversas aplicações e produtos ligados à saúde, beleza e estética.

“Essa foi uma provocação para que possamos repensar a cadeia produtiva da própolis vermelha de Alagoas, além da retomada do projeto de apoio do governo do estado, mostrando ao governador o que está acontecendo em termos de perspectiva desse setor tão importante e promissor em Alagoas”, afirmou Renata.

O presidente da União dos Produtores de Própolis Vermelha do Estado de Alagoas (Uniprópolis), Mário Agra, ressaltou a relevância do seminário e da aproximação com os parceiros e o governo para fortalecer ainda mais o setor. Para ele, esse é um momento importante para saber como o governo de Alagoas pode apoiar os produtores para que a atuação das empresas e das pessoas que participam da IG seja aprimorada. O grande desafio, na visão de Agra, é resolver as restrições para poder superar os obstáculos e aumentar a produção alagoana.

O chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios, João Flávio Veloso, classificou o produto como ‘embaixador de Alagoas’. “Essa é uma indicação geográfica muito especial. Ela associa saúde, sustentabilidade, agricultura familiar e meio ambiente em ambientes periurbanos, por estar nos manguezais e no entorno das lagoas Manguaba e Mundaú. E temos que ressaltar que, do ponto de vista científico, ainda há muitos benefícios a serem descobertos”, avalia Veloso.

“Temos ouro nas mãos, que é a própolis vermelha de Alagoas. Não estamos falando apenas de abelhas, de caixas [de apicultura]; estamos falando de algo mais complexo, que são as oportunidades transversais, como agricultura familiar, agricultura de recursos hídricos, ciência e tecnologia”, disse o reitor da Ufal, Josealdo Tonholo. De acordo com o reitor, é a primeira indicação geográfica da biodiversidade registrada nas Américas.

O diretor superintendente do Sebrae, Vinícius Lage, vê a própolis vermelha como uma dádiva da natureza para Alagoas. Ele exaltou a beleza dos mangues, da Mata Atlântica, da Caatinga, e as abelhas que produzem essa resina quase como ‘microbiorreatores’, base para a produção da própolis.

O presidente da Uniprópolis, Mário Agra, ressaltou que um quilo da resina da própolis vermelha custa R$ 1 mil. “Temos que criar um programa estadual da apicultura para fortalecer as relações institucionais e buscar impulsionar a produção e a venda, pois temos um produto com potencial fantástico, que é produzido de Piaçabuçu a Maragogi”, disse Agra, referindo-se à amplitude da região geográfica abarcada pela IG.

O vice-governador Ronaldo Lessa sugeriu que outro encontro seja realizado com a presença do governador Paulo Dantas, para que haja uma discussão sobre a possibilidade de deliberação da pauta discutida. “Será de grande importância que esse tema seja discutido com o governador, que sempre está aberto para ouvir projetos que visam ao desenvolvimento da agricultura familiar”, disse Lessa.

No final do encontro foi entregue uma pauta para análise e deliberação da criação de um programa estadual envolvendo apicultores e meliponicultores, com o intuito de organizar esta atividade econômica em Alagoas, considerando a preservação ambiental e a geração de emprego e renda.

Participaram do encontro, os secretários estaduais da Indústria, Comércio e Serviços (Seics), Carol Balbino; do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Gino César; da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Sílvio Bulhões; a secretária-executiva de Políticas Agropecuárias e Agronegócios da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), Aline Melo da Silva; o deputado federal Paulão, além de professores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e representantes do Instituto Terra Viva.

Também estiveram presentes representantes do Projeto Lisa Flor, que reúne mulheres com histórico de câncer de mama, para o qual o própolis vermelho vem sendo utilizado como auxiliar nos processos de tratamento e de redução dos desconfortos associados ao tratamento.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Sebrae e da Agência Alagoas

 

Fonte: Embrapa