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Mato Grosso: abelhas nativas se tornam opção de negócio para pequenos produtores

Data: 20/04/2023 - por MT SUSTENTÁVEL

Abelhas nativas sem ferrão são utilizadas na agricultura regenerativa e ajudam a melhorar a produtividade

A criação de espécies de abelhas nativas sem ferrão em Mato Grosso é vista como uma opção de negócios para pequenos produtores. Além de produzir o mel, as abelhas são utilizadas em projetos voltados para a agricultura regenerativa e ainda auxiliam a melhorar a produtividade, por exemplo, de frutas.

Na propriedade de Iraceldo Luiz de Cezaro, localizada no município de Rosário Oeste, além do mel, as abelhas nativas sem ferrão tem gerado retorno financeiro para o produtor através da comercialização de enxames.

A produção de mel e os benefícios das abelhas nativas sem ferrão são o tema do episódio 20 do MT Sustentável.

Iraceldo, mais conhecido pelo apelido de ‘Gauchinho’, nasceu no Rio Grande do Sul e reside em Mato Grosso desde 1988. Atualmente é empresário do ramo de combustíveis, contudo dedica parte do seu tempo para cuidar das abelhas.

“Eu tenho aproximadamente vinte espécies de abelhas nativas sem ferrão. Eu comecei por hobby, mas hoje vejo a importância que tem para a contribuição com o meio ambiente e com a preservação dessas abelhas”, diz o meliponicultor.

Variedade de produção

O mel produzido por abelhas nativas sem ferrão é de fácil extração, segundo Iraceldo. Ao contrário das abelhas do gênero Apis (abelhas que possuem ferrão), que produzem o mel no favo, o mel das abelhas sem ferrão são produzidos em pequenos bolsões horizontais, chamados de potes, podendo o produto ser extraído até mesmo com seringas.

Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

O proprietário conta que o mel produzido pelas abelhas sem ferrão também é diferente de outros.

“Nenhum mel é igual ao dessas abelhas. Cada um tem um sabor diferente. Esse da abelha sem ferrão tem até 30% menos sacarose que da Europa. Se torna um mel mais fino”, explica.

Além da variedade de produção de mel, uma outra atividade que pode ser desenvolvida pelo meliponicultor é a criação em grande escala de abelhas, que podem ser transportadas para plantações e pomares. Elas contribuem com o aumento da produtividade e qualidade dos frutos.

“Estou comercializando muitas colmeias também, muita gente tem usado aqui em Mato Grosso a prática na agricultura regenerativa, para polinizar, fazer experimentos e assim usar menos produtos químicos”, destaca o produtor.

Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

O assessor parlamentar do deputado estadual Dilmar Dalbosco, responsável pela emenda, Jilson Francisco Silva, conta que o projeto propõe além da iniciativa, segurança para quem desejar trabalhar com a produção do mel.

“A ideia é que cada município tenha dez agricultores que serão selecionados para receber treinamento. O projeto também prevê um arranjo produtivo onde a gente não quer só incentivar a produção do mel, mas também garantir a segurança de que ele será comercializado”, destaca Jilson.

Diante disso, o projeto será implantado pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e estima-se que cada colmeia poderá render anualmente ao produtor, cerca de R$ 4 mil.

“É um projeto que vem de encontro com a natureza, com um trabalho de renda para a pequena propriedade, e também para desenvolver até no perímetro urbano. Um projeto inédito que será iniciado nos próximos dias”, afirma o presidente da Empaer, Renaldo Loffi